Fim do IOF no VGBL pode ser parte da solução para dívida, diz Fenaprevi

Fim do IOF no VGBL pode ser parte da solução para dívida, diz Fenaprevi

Fim do IOF no VGBL pode ser parte da solução para dívida, diz Fenaprevi

Segundo entidade, cerca de R$ 1,2 trilhão das reservas do setor estão em títulos do Tesouro Nacional

Por Adriana Cotias, Valor — São Paulo

Atualizado

Com R$ 1,8 trilhão em reservas na previdência aberta, o setor poderia ser uma parte da solução para as dificuldades que o Tesouro tem enfrentado para fazer a rolagem da dívida via leilões no mercado, segundo Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Ele cita que desde que foi aprovada a incidência de 5% de imposto sobre operações financeiras (IOF) nos volumes mais expressivos aportados nos planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), em meados do ano passado, até maio de 2026, a arrecadação diminuiu em cerca de R$ 80 bilhões. E, para o segundo semestre, as estimativas são de um recuo adicional de R$ 50 bilhões.

Franco cita que, hoje, 64% dos valores na previdência estão em títulos públicos, o que corresponde a cerca de R$ 1,2 trilhão, e uma parte disso vai para as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), que pagam a correção monetária e um prêmio de juros.

“Somos um dos principais, senão o principal financiador da dívida pública brasileira, responsável por 13%. Quando em um ano e meio você tira R$ 130 bilhões [em recursos novos], cerca de 60% disso, quase R$ 80 bilhões, que iriam para financiar a dívida pública vão ter outro destino”, diz Franco em conversa com o Valor.

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