
Petróleo dispara mais de 9% com novo bloqueio no Estreito de Ormuz; Petrobras (PETR4) surfa e sobe forte
Barril do tipo Brent, a referência global de preços utilizada pelas petrolíferas brasileiras, encerrou os negócios do dia cotado a US$ 83,30 -- maior patamar em um mês
Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira (13), diante da escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que levou à retomada do bloqueio ao Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent, a referência global de preços utilizada pelas petrolíferas brasileiras, encerrou os negócios do dia com um saltado de mais de 9%, cotado a US$ 83,30 -- maior patamar em um mês.
Nesse contexto, os papéis da Petrobras operam em forte alta no pregão de hoje na B3, a bolsa brasileira, e ajudaram a segurar a queda do Ibovespa, castigado pela aversão risco nos mercados globais. As ações preferenciais (PETR4) subiram 2,5%, cotadas a R$ 40,66, e as ordinárias (PETR3) tiveram valorização de 3,4%, a R$ 45,71.
No mesmo sentido, Prio (PRIO3) também avançou 3,1% e Petroreconcavo (RECV3) teve ganho mais modesto, de 0,8%. Já Brava (BRAV3) não acompanhou o movimento e recuou 0,7%.
Após semanas de tentativas frustradas de chegar a um acordo de paz definitivo, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques ao longo do fim de semana, levando as autoridades iranianas a fecharem Ormuz.
Em resposta, os Estados Unidos também anunciaram um cerco naval, contribuindo para asfixiar ainda mais o tráfego em uma das mais importantes rotas de petróleo do mundo. Os americanos vão cobrar uma taxa de 20% sobre todas as demais cargas que passarem pela hidrovia.
O WTI (referência americana de preços) também disparou mais 9%, cotado a US$ 78,14 por barril. Esses preços trazem preocupação já que podem impactar na inflação dos EUA e provocar um aperto monetário mais significativo por parte do Federal Reserve (Fed, o BC do país), com aumento da taxa de juros.
Com informações do Valor PRO, serviço de notícia em tempo real do Valor Econômico.