IBM desaba mais de 20% e reacende dúvidas sobre a corrida da inteligência artificial

IBM desaba mais de 20% e reacende dúvidas sobre a corrida da inteligência artificial

IBM desaba mais de 20% e reacende dúvidas sobre a corrida da inteligência artificial

Alerta de resultados reforça volatilidade das ações ligadas à IA, em um setor que alterna euforia e correções bruscas sem consenso sobre os fundamentos

As ações da IBM despencam mais de 20% no pregão desta terça-feira (14), na Bolsa de Nova York, (Nyse), repercutindo negativamente a prévia dos resultados do segundo trimestre, que vieram abaixo das expectativas do mercado. A queda, que caminha para ser a maior da companhia em quase 30 anos, amplia a lista de fortes oscilações que vêm marcando o setor de inteligência artificial nos últimos meses.

A fabricante de hardware, software e serviços informou lucro ajustado de US$ 2,9 por ação e receita de US$ 17,2 bilhões no trimestre, ambos abaixo das projeções de analistas consultados pela FactSet, conforme apontado pela rede CNBC. O mercado esperava lucro de US$ 3,01 por ação e faturamento de US$ 17,9 bilhões.

Segundo a administração, a frustração ocorreu porque muitos clientes da companhia redirecionaram investimentos que antes seriam destinados a software para a compra de infraestrutura física, como servidores, sistemas de armazenamento e chips de memória. O movimento foi motivado pelo receio de escassez de componentes e de aumentos de preços.

A repercussão dos dados e o tombo da ação sinalizam um momento de difícil para o mercado de inteligência artificial. Depois de uma sequência de altas expressivas impulsionadas pelo entusiasmo com a tecnologia, investidores passaram a alternar rapidamente entre apostas e realização de lucros, muitas vezes sem que haja uma mudança clara nos fundamentos das empresas.

Ao mesmo tempo em que companhias ligadas à fabricação de chips e memória seguem registrando forte demanda, empresas de software enfrentam questionamentos sobre o ritmo de crescimento das receitas e sobre o retorno dos investimentos bilionários em IA. Esse ambiente tem provocado movimentos bruscos nas bolsas, em que uma empresa pode liderar as altas em um trimestre e sofrer fortes correções no seguinte.

A queda da IBM também reforça uma percepção que vem ganhando espaço entre analistas: embora a inteligência artificial continue sendo uma das principais tendências de longo prazo do mercado, ainda não há consenso sobre quais empresas serão as maiores vencedoras — nem sobre como precificar um setor em rápida transformação, marcado por fortes oscilações e mudanças constantes nas preferências dos investidores.

O principal índice da Nyse, o S&P 500, operam em campo positivo, impulsionado por dados de inflação mais baixos do que o esperado, mas o tombo da IBM contém a alta.

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