Tesouro Direto: como a alta do petróleo afeta os títulos públicos?

Tesouro Direto: como a alta do petróleo afeta os títulos públicos?

Tesouro Direto: como a alta do petróleo afeta os títulos públicos?

Com a guerra sem fim, papéis atrelados à inflação podem continuar na faixa do IPCA+8%, mas governo já afirmou que intervenção é possível

As taxas dos títulos públicos atingiram as máximas desde o mês passado, em especial do Tesouro IPCA+, e passaram a preocupar representantes do governo, de um lado, e atrair investidores, de outro. Quando essas taxas pareciam começar a cair, o retorno da guerra no Irã e a paralisação da principal rota do petróleo do mundo voltaram a elevar o que mercado chama de “prêmios de risco” exigidos por quem financia a dívida pública. O que esperar, então, para esses títulos em diante?

Quando o petróleo sobe, esse preço é repassado para diversos outros bens na economia. Seja porque o bem são feito à base de petróleo, como o plástico, seja porque são transportados em um veículo movido à diesel, o preço do barril vira inflação. E essa inflação obriga os bancos centrais a elevarem os juros, para conter o ritmo dos preços. O mercado sabe disso, e, quando vê inflação subir, passa a exigir mais para comprar títulos de longo prazo, como forma de compensar o risco que toma.

Foi o que vimos nos últimos meses nos Estados Unidos, com forte elevação dos preços de energia e logística e revisão de expectativas de juros para cima. Esses efeitos começavam a ser minimizados com a queda do preço do petróleo, até o fim do cessar-fogo e o reinício dos ataques.

Apesar da guerra ter influenciado o comportamento dos títulos, há outras questões em jogo. Participantes do mercado alegam que a falta de demanda por títulos com vencimento longo se deu em razão do esvaziamento dos fundos de previdência, os principais compradores desses ativos, desde que foi instituída a cobrança de imposto sobre operações financeiras (IOF) sobre o planos VGBL pelo governo federal, no ano passado.

Além disso, há uma crescente apreensão sobre a relação dívida PIB e o crescimento das despesas primárias obrigatórias, em um cenário de queda dos investimentos, o que tensiona a capacidade do estado honrar sua dívida.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 retorna IPCA+8,08%, ante IPCA+8,12% na sessão anterior.

- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 paga IPCA+7,51%, ante IPCA+7,52% na sessão anterior.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 retorna 14,09%, ante 14,16% na sessão anterior.

- A aplicação no Tesouro Prefixado 3032 paga 14,38%, ante 14,43% na sessão anterior.

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