Dia tem mais dados de inflação nos EUA, alta do petróleo e pesquisa eleitoral

Dia tem mais dados de inflação nos EUA, alta do petróleo e pesquisa eleitoral

Dia tem mais dados de inflação nos EUA, alta do petróleo e pesquisa eleitoral

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Ontem (14), a inflação americana até deu sinais de trégua, mas não animou tanto assim o mercado, que segue em tensão devido à escalada dos ataques no Oriente Médio. Hoje (14) novos dados econômicos serão divulgados nos Estados Unidos e no Brasil, e seguirão ajudando os investidores a calibrarem suas expectativas para o futuro dos juros. De quebra, uma nova pesquisa eleitoral promete mexer com o pregão ao mostrar um aumento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.

Estados Unidos no radar

A divulgação de que o índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, superando as projeções mais otimistas e registrando o tombo mais expressivo desde o auge da pandemia, trouxe alívio para o mercado. Mas não o suficiente para anular a cautela devido ao novo avanço da guerra.

O restabelecimento de um bloqueio naval americano e os novos ataques entre os EUA o Irã continuam pressionando o petróleo. Nos últimos dias, os dois países conduziram novos ataques na região do Golfo Pérsico e a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar “todos os outros corredores de exportação” que beneficiem os EUA e seus aliados no Oriente Médio.

Com isso, o Brent (referência global) subia 1,14%, cotado a US$ 85,69 por volta das 7h30 de hoje. No mesmo horário, o WTI (referência norte-americana) avançada 1,11%, cotado a US$ 80,22.

E hoje os americanos têm mais dados para analisar a fim de tentar entender os reais impactos da guerra na inflação.

Às 9h30, o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS) divulga o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de junho. Mais tarde, às 15h, o Fed divulga informações do Livro Bege, sumário sobre as condições econômicas em cada uma das distritais do banco central.

Enquanto isso, no Brasil…

No Brasil, os dados também ajudam a calibrar as expectativas para o que vem por aí. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio. Em abril de 2026, o volume de serviços do país avançou 1,2% em relação ao mês anterior, recuperando a perda de 1,1% observada em março.

Agora, o volume de serviços prestados no país deve registrar queda de 0,1% em maio ante abril deste ano, segundo a mediana de 18 projeções de economistas de consultorias, entidades e instituições financeiras captadas pelo Valor Data. As estimativas variam de uma queda de 0,7% a uma alta de 0,9%.

E não é só isso: o dia também conta com a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral que mostra uma vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida eleitoral do primeiro turno.

É importante lembrar que quando existem sinais de uma crescente aprovação ao governo atual, o apetite por risco pode ficar menor no Brasil. Isso porque diminui a expectativa de uma possível troca de governo e, na visão de muitos investidores, uma mudança da atual gestão pode significar maior comprometimento com a responsabilidade fiscal. Portanto, a bolsa também pode ser impactada pelos dados.

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