Pesquisa eleitoral e tarifaço pesam e Ibovespa fecha em queda, mesmo com alívio da inflação nos EUA

Pesquisa eleitoral e tarifaço pesam e Ibovespa fecha em queda, mesmo com alívio da inflação nos EUA

Pesquisa eleitoral e tarifaço pesam e Ibovespa fecha em queda, mesmo com alívio da inflação nos EUA

Dia cheio: movimento do mercado reagiu à divulgação de nova pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial, no cenário doméstico, à declarações do presidente do BC americano, aos desdobramentos da guerra no Irã e à expectativa sobre resultado das negociações sobre o tarifaço dos EUA contra o Brasil

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, fechou em queda nesta quarta-feira (15) movimentada. A divulgação de nova pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial, no cenário doméstico, juntou-se à sabatina de Kevin Warsh, presidente do BC americano, no Senado, aos desdobramentos do acirramento da guerra no Irã e à espera do resultado das negociações sobre o tarifaço dos EUA contra o Brasil.

No mercado de câmbio, a cotação do dólar ficou estável. Em Nova York, os principais índices de ações avançam, impulsionados mais pela valorização das empresas de tecnologia do que por dados de inflação na maior economia do mundo.

- O Ibovespa recuou 0,36%, a 176.011 pontos.

- O dólar ficou estável, a R$ 5,08.

- O preço do petróleo tipo Brent, a referência global, fechou com ligeira queda, mas segue no patamar dos US$ 85,00, o barril.

- Nos Estados Unidos, o índices registraram ligeiras altas, com o Nasdaq, das empresas de tecnologia, ganhando em torno dos 0,6%.

Acompanhada de perto pelos investidores e agentes de mercado, nova pesquisa da Genial/Quaest mostrou uma distância de oito pontos percentuais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 45% das intenções de voto no segundo turno, e Flávio Bolsonaro, com 37%. Setores do mercado ainda nutrem a ideia de um rali eleitoral na bolsa caso o candidato da oposição seja eleito, e a pesquisa de intenção de voto desfavorável anula os efeitos positivos que os dados de inflação nos EUA trouxeram.

Divulgado pela manhã, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) apresentou deflação (redução dos preços no atacado) de 0,3% em junho. A estimativa era de estabilidade. Assim como o índice de preços ao consumidor (CPI), divulgado ontem, o dado mostra uma economia menos aquecida do que o esperado e diminui a probabilidade de o Fed elevar os juros. Ainda assim, o PPI aponta inflação acumulada de 5,5% em 12 meses.

Em meio aos dados de deflação, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, declarou estar insatisfeito com as métricas de inflação usadas como referência pelo banco central americano na condução da política monetária e acredita que elas falham em medir o comportamento da inflação subjacente. As métricas fazem parte dos objetos de estudo das forças-tarefa anunciadas por ele com o objetivo de promover reformas no Fed.

Ainda no cenário local, dados divulgados pelo IBGE mostraram queda de 0,4% na atividade do setor de serviços em maio. A mediana de expectativas era de queda de 0,1%, com intervalo entre 0,7% e alta de 0,9% A leitura, porém, é que a acomodação ocorre em patamar elevado, e não representa uma "perda de fôlego".

Para o dia, seguem as expectativas em torno do fim do prazo para o Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR, na sigla em inglês) divulgar a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de tarifas contra produtos brasileiros. O chefe da USTR, Jamieson Greer, teria recomendado ao presidente Donald Trump um novo tarifaço, ainda que com aumento da lista de exceções, segundo apurou a CNN. A informação não foi confirmada pelas autoridades brasileiras.

Além disso, em meio ao conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, o comportamento do preço do petróleo segue no radar. Apesar registrar queda hoje, o barril tipo Brent tem valorização de 15% no acumulado do mês.

Entre os 78 ativos que compõem o Ibovespa, 46 registraram desvalorização. Destaque entre as quedas, Braskem (BRKM5) recuou mais de 6%. Na outra ponta, Gerdau (GGBR4) avançou quase 4%. Os dois maiores pesos no índice operaram em sentidos opostos: enquanto Vale (VALE3) subiu cerca de 1%, Petrobras (PETR4) passou o pregão quase todo no vermelho, mas fechou no zero a zero.

Com informações do Valor PRO, serviço de notícia em tempo real do Valor Econômico.

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