Com tarifaço, dólar sobe e Ibovespa cai

Com tarifaço, dólar sobe e Ibovespa cai

Com tarifaço, dólar sobe e Ibovespa cai

Novas tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e dados do varejo mexem com o mercado hoje, assim como dados da economia americana que pressionam os juros para cima

Após a confirmação do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, com uma lista de 2 mil itens isentos, o dólar sobre frente ao real nesta quinta-feira (16) e o Ibovespa recua. Em Nova York, os principais índices de ações operam sem direção única, com forte queda das ações de fabricantes de semicondutores.

Dados do setor do varejo nos Estados Unidos divulgados hoje vieram dentro da expectativa do mercado e mostraram que a economia segue resiliente, o que fortalece as expectativas de alta de juros. Essas expectativas têm variado muito nos últimos dias entre uma ou duas altas na taxa básica até o fim do ano. De acordo com o CME FedWatch Tool, ontem eram majoritárias as expectativas de manutenção na reunião de setembro. Hoje, a aposta majoritária é de alta, do intervalo entre 3,5% a 3,75% para o intervalo entre 3,75% e 4%.

Juros elevados na maior economia do mundo fortalecem o dólar globalmente e diminuem a atratividade dos títulos públicos dos demais países. Além do efeito sobre os fluxos do mercado, o dólar forte tem impacto inflacionário sobre as demais moedas.

O tarifaço já era amplamente esperado e seu impacto deve ser concentrado em poucas empresas, avalia Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Ele cita principalmente WEG, Tupy, Randon e outras empresas da indústria, assim como algumas do varejo, como Vulcabrás e Azzas 2154.

As novas ofensivas no Oriente Médio mantêm o petróleo em trajetória de alta e os investidores em alerta. O preço do barril tipo Brent, referência internacional, subia 0,36% a US$ 85,29.

- O Ibovespa caía 0,52%, a 175.093 pontos, às 12h38.

- O dólar comercial subia 0,32%, a R$ 5,094.

- O Dow Jones subia 0,25%, enquanto S&P operava estável, com queda de 0,05%, e Nasdaq recuava 0,57%.

Nem mesmo Petrobras (PETR3; PETR4) se segura na sessão. A estatal registra queda nas ações ordinárias e ronda estabilidade nas preferenciais, apesar da alta do petróleo.

O setor de consumo cíclico, mais sensível aos juros, registra pior desempenho no dia, em especial na construção civil. Bancos e financeiras recuam em bloco, com exceção de Banco do Brasil e Caixa Seguridade.

Materiais básicos opera com menor queda, com queda firme da Vale (VALE3) contrabalanceando a alta das ações da CSN Mineração (CMIN3), que lidera as altas do índice.

← Finance & Crypto