
Novo tarifaço e dados econômicos prometem mexer com o pregão nesta quinta-feira
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Mais uma vez, a desaceleração da inflação dos Estados Unidos trouxe certo alívio para o mercado, por sinalizar que os impactos da guerra no Oriente Médio podem ser limitados. Ainda assim, o cenário segue incerto devido ao aumento das ofensivas na região. Por aqui, novos dados de atividade e o novo “tarifaço” ficam no radar, apesar da lista de produtos que sairão ilesos ter crescido.
Olho nos EUA
O recuo de 0,3% do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de junho nos Estados Unidos divulgado ontem (15) consolidou o cenário de trégua na inflação americana após o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) ter recuado 0,4%.
Isso significa que o impacto da guerra no Oriente Médio foi limitado, mas não é um sinal de que o cenário é livre de riscos. Até porque, as ofensivas continuam e o petróleo segue em valores elevados, apesar do leve recuo registrado nesta manhã. Por volta das 7h10, o Brent (referência global) caía 0,25%, cotado a US$ 84,74, e o WTI (referência norte-americana) recuava 0,05%, cotado a US$ 79,56.
Novo tarifaço
Por falar nos Estados Unidos, o novo “tarifaço” também deve repercutir hoje. O governo americano publicou na noite de ontem a resolução que estabelece tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. A tarifa, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, entrará em vigor na próxima quarta-feira (22). O impacto da medida, no entanto, pode ser limitado por contas das várias exceções. Entre elas estão diferentes tipo de: carnes; café; frutas; ferro e até partes de aeronaves,.
Segundo reportagem do Valor, o governo Lula avalia que há chances de os EUA ampliarem a lista e tenta sinalizar à Casa Branca que permanecerá na mesa de negociação.
Ainda assim, o tema ganha importância porque é mais um ponto de tensão entre os dois países, o que pode acender a percepção de risco a respeito do Brasil em investidores estrangeiros.
Dados do dia
O dia ainda é marcado por novos dados econômicos no Brasil, que promete ajudar o investidor a mapear os riscos inflacionários por aqui e, claro, tentar antecipar os passos do Banco Central em relação aos juros.
Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de maio. Segundo a mediana das 16 projeções colhidas pelo Valor Data, as vendas do varejo devem registrar alta de 0,7% no mês ante abril, após recuo de 1,5%. As estimativas variam entre um avanço de 0,2% e alta de 1,3%.