
Tesouro Direto: com pressão externa, taxas sobem
Mercado volta a prever duas altas de juros nos EUA este ano, o que reduz a demanda pelos títulos públicos locais
Os títulos do Tesouro Direto registram alta nesta quinta-feira (16) e acompanham o movimento dos "Treasuries", os títulos do Tesouro americano, que sobem após a divulgação de dados do setor de varejo mostrarem uma economia resiliente em um cenário de preços elevados. O indicador fortalece as apostas de alta de juros nos EUA.
As expectativas em torno da política monetária americana têm variado muito nos últimos dias entre uma ou duas altas na taxa básica do país até o fim do ano. De acordo com o CME FedWatch Tool, ontem eram majoritárias as expectativas de manutenção na reunião de setembro. Hoje, a aposta majoritária é de alta, do intervalo entre 3,5% a 3,75% para o intervalo entre 3,75% e 4%.
No Brasil, desde a leitura da inflação de junho bem abaixo do esperado, a maioiria dos contratos de opção de Copom apostam em dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões, até chegar a 13,75% ao ano.
Há, ainda, os efeitos da confirmação do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, com uma lista de 2 mil itens isentos. O principal ponto de atenção, na avaliação de Gustavo Danilo Guimarães, da Manchester, está na resposta que o governo brasileiro pode dar, seja com uma eventual retaliação comercial ou com novas medidas para os setores mais afetados, que pode gerar um custo fiscal adicional ao governo.
- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga, hoje, IPCA + 8,13% ante IPCA+8,09% na última sessão.
- A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,57%, ante IPCA + 7,53% na última sessão
- A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,06%, ante 14,06% na última sessão.
- A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,41%, ante 14,39% na última sessão.