Antes de anunciar investimentos, empresas terão de provar que são legítimas

Antes de anunciar investimentos, empresas terão de provar que são legítimas

Antes de anunciar investimentos, empresas terão de provar que são legítimas

Com acordo firmado entre Ministério da Justiça e Google, nova regra exige verificação de instituições financeiras para reduzir golpes em publicidade digital

A internet deverá ficar um pouco mais segura para quem procura investimentos, empréstimos e outros produtos financeiros pelo Google. O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta sexta-feira (17) um acordo com a plataforma para criar um sistema de verificação dos anunciantes do setor financeiro, com o objetivo de dificultar a ação de golpistas que usam anúncios pagos para atrair vítimas.

Na prática, bancos, corretoras, seguradoras, financeiras e demais empresas que quiserem anunciar produtos financeiros no Google terão de comprovar que realmente existem, que estão autorizadas a atuar no Brasil e que a pessoa responsável pelo anúncio representa oficialmente a instituição.

Até então, esse processo de validação não era obrigatório nos moldes previstos pelo novo acordo.

A medida busca reduzir a circulação de anúncios de falsas corretoras, plataformas de investimentos inexistentes, empréstimos fraudulentos e páginas clonadas que imitam instituições conhecidas para aplicar golpes.

Quem passar por todas as etapas receberá o selo de "anunciante financeiro verificado", que passa a ser um requisito para divulgar publicidade de produtos e serviços financeiros. Caso sejam identificadas informações falsas, perda da autorização para atuar no mercado ou indícios de fraude, o Google poderá suspender essa aprovação e impedir que os anúncios continuem sendo exibidos.

Para fazer essa checagem, o Google terá acesso a um cadastro oficial, que será organizado pelo Ministério da Justiça em conjunto com os órgãos reguladores. Assim, a plataforma poderá confirmar se a empresa está autorizada por entidades como o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou a Superintendência de Seguros Privados (Susep) antes de liberar a publicidade.

A iniciativa foi firmada entre a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi) e o Google Brasil. O acordo também segue as regras do decreto que regulamentou o Marco Civil da Internet em maio deste ano, segundo o qual as plataformas digitais podem ser responsabilizadas caso deixem de adotar medidas para prevenir a divulgação de anúncios fraudulentos.

Para o consumidor, a principal mudança é que tende a ficar mais difícil para criminosos comprarem anúncios e se passarem por instituições financeiras legítimas. Apesar disso, especialistas reforçam que a verificação não elimina totalmente o risco de golpes, já que fraudadores podem continuar atuando por outros canais, como redes sociais, aplicativos de mensagens e contatos diretos.

O acordo também determina que todas as informações utilizadas nesse processo respeitem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o governo, apenas os dados necessários para a verificação poderão ser compartilhados, com medidas de segurança para evitar vazamentos ou uso indevido das informações.

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