Como 'prévia do PIB', escalada da guerra e tensões eleitorais mexem com a bolsa?

Como 'prévia do PIB', escalada da guerra e tensões eleitorais mexem com a bolsa?

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Com a escalada militar entre Estados Unidos e Irã aumentando, o petróleo voltou a operar em alta e pressionar os mercados mundo agora. Por aqui, dados de atividade, bem como a eleição presidencial ficam no radar dos investidores, especialmente após os novos capítulos de tensões com os americanos.

Escalada da guerra

Segundo agências internacionais, o Irã afirmou ter lançado novos ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Golfo nesta sexta-feira (17). A iniciativa, segundo os iranianos, foi em resposta à sexta noite consecutiva de bombardeios dos americanos.

Essa troca diária de ataques evidencia o fim da trégua firmada no mês passado e volta a acender um alerta no mercado. Afinal, se os impactos da guerra na economia global ficam ainda mais nebulosos à medida que o futuro do próprio conflito também permanece em aberto.

Assim, o petróleo voltou a subir com força. Por volta das 7h20, o Brent (referência global) subia 1,96%, cotado a US$ 85,88. Já o WTI (referência norte-americana) avançava 2,29%, cotado a US$ 80,76 no mesmo horário.

Enquanto isso, no Brasil…

Enquanto o mercado monitora os efeitos da escalada do petróleo nas bolsas mundo agora, no Brasil outros assuntos também ficam no radar. A começar por indicadores importantes. Hoje, p Banco Central divulga, às 9h, o resultado oficial do IBC-Br, que é considerado como uma prévia do PIB.

Segundo a mediana de 15 projeções coletadas pelo Valor Data, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) deve ter caído 0,2% em maio ante abril. O intervalo entre as estimativas variou entre queda de 1% e alta de 0,1%.

O indicador ajuda a mostrar a força da atividade local e, portanto, o quanto há de pressões inflacionárias, que podem mexer com o futuro da Selic.

Como se não bastassem os dados, o mercado também fica de olho na corrida eleitoral, especialmente após parte dos eleitores considerarem que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pode ter alguma responsabilidade no novo tarifaço dos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 51% dos entrevistados concordam quando Lula afirma que Flávio pediu a medida a Trump, ante 47% no levantamento feito em junho. Em contrapartida, 30% afirmam acreditar que Flávio pediu para Trump não taxas o Brasil, contra 35% na última pesquisa.

O tema, portanto, pode impactar o cenário eleitoral e, consequentemente, a bolsa. É importante lembrar que quando existem sinais de uma crescente aprovação ao governo atual, o apetite por risco pode ficar menor no Brasil. Isso porque diminui a expectativa de uma possível troca de governo e, na visão de muitos investidores, uma mudança da atual gestão pode significar maior comprometimento com a responsabilidade fiscal.

Portanto, esse é mais um tema que fica no radar dos investidores hoje.

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