Petrobras (PETR4) segura queda do Ibovespa em ambiente de aversão a risco; dólar sobe

Petrobras (PETR4) segura queda do Ibovespa em ambiente de aversão a risco; dólar sobe

Petrobras (PETR4) segura queda do Ibovespa em ambiente de aversão a risco; dólar sobe

Preço do petróleo superou os US$ 85 o barril e impulsionou valorização das ações da companhia brasileira em mais de 2%, em meio à queda generalizada na bolsa

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou praticamente estável o pregão desta sexta-feira (17), salvo pela forte alta das ações da Petrobras, em um ambiente de aversão global a risco. As bolsas de NY recuaram firme, com maior intensidade nas ações de empresas de semicondutores.

O fim do cessar-fogo no Irã escalou novamente a guerra e os preços do petróleo voltaram a superar US$ 85, o que pressiona a inflação e os juros. O dólar avançou frente ao real, assim como a outras moedas emergentes.

- O Ibovespa fechou estável, a 173.714 pontos. Na semana, registra queda de 2,3%.

- A cotação do dólar subiu 0,25% frente ao real, a R$ 5,11.

- Em Nova York, o S&P 500, principal índice acionário americano, caiu 1% e o Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 1,5%. Na semana, perdem 1,5% e 3%, respectivamente.

- O petróleo tipo Brent, referência global de preço, disparou mais de 4%, a US$ 88,00.

- Mais negociadas no dia, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram mais de 2%.

Ao conflito no Golfo Pérsico, somou-se a prévia do PIB (o IBC-Br), com leve alta da atividade econômica. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,1% em maio na comparação com abril, de acordo com o Banco Central (BC). A mediana das expectativas colhidas pelo Valor Data era de queda de 0,2%. Apesar de acima da expectativa, o dado mostra acomodação da atividade e não deve alterar as perspectivas para a Selic, a taxa básica de juros.

Os negócios do dia também seguiram repercutindo a aplicação do novo tarifaço pelo governo americano a produtos brasileiros. "A dinâmica das cotações ao longo de todo o dia foi ditada pela ausência de um sinal de trégua diplomática e pelo receio de uma escalada protecionista", avalia Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad. "O mercado monitora de perto as sinalizações de Brasília sobre uma possível resposta comercial por meio da Lei da Reciprocidade, o que gera o temor de uma disputa tarifária em espiral que poderia sufocar o comércio bilateral."

Dos 78 ativos que compõem o Ibovespa, 45 registraram desvalorização. Entre as ações mais negociadas com pior desempenho no dia, destaque para Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), com recuo de mais de 1%. Na ponta positiva, destaque para Vibra (VBBR3), com alta de mais de 2%.

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