
Brasil entra na nova tarifa global de Trump e exportações aos EUA terão taxa de 12,5%
Nova tarifa passa a valer nesta sexta-feira e substitui a alíquota temporária de 10%; medida atinge 60 parceiros comerciais e abrange quase todo o comércio dos EUA
Atualizado
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) uma nova rodada de tarifas sobre importações de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, que passará a pagar uma tarifa de 12,5% nas exportações para o mercado americano.
A medida também alcança a União Europeia e outros países acusados pela Casa Branca de não combaterem de forma adequada o uso de trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
As novas alíquotas, de 10% e 12,5%, entram em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, substituindo a tarifa global temporária de 10% que estava em vigor havia 150 dias.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a medida atingirá 99,4% do comércio americano, tornando-se uma das ações tarifárias mais abrangentes já adotadas pelo governo Trump.
A decisão marca mais uma tentativa da Casa Branca de restabelecer a política de tarifas amplas defendida por Trump durante a campanha.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as chamadas tarifas "recíprocas", que variavam entre 10% e 50% e haviam sido impostas com base em uma lei de emergência nacional.
Como resposta, Trump recorreu à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para instituir uma tarifa global temporária de 10%, válida por 150 dias, que expira nesta sexta-feira.
Agora, o governo substitui esse mecanismo pelas novas tarifas, desta vez fundamentadas na Seção 301 da mesma lei, sob a justificativa de que diversos países não adotam medidas suficientes para impedir o uso de trabalho forçado, o que, segundo Washington, cria uma vantagem competitiva desleal em relação aos produtores americanos.
Apesar da nova tributação, alguns produtos ficarão de fora da medida. Estão isentos petróleo e gás, fertilizantes, determinados alimentos e mercadorias que já pagam tarifas por motivos de segurança nacional, como automóveis, aço, alumínio e cobre.
Também permanecem isentos os produtos que cumprem as regras do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA).