XP espera dobrar participação no mercado de investimentos em sete anos

XP espera dobrar participação no mercado de investimentos em sete anos

XP espera dobrar participação no mercado de investimentos em sete anos

A instituição tem hoje cerca de 11% do mercado brasileiro de investimentos e esperar quase dobrar essa participação, chegando em 20% até 2033

A XP tem planos ambiciosos para os próximos anos. A instituição tem hoje cerca de 11% do mercado brasileiro de investimentos e esperar quase dobrar essa participação, chegando em 20% até 2033. Essa é a previsão feita pelo presidente da XP Inc, Thiago Maffra, no primeiro dia da 16ª edição da Expert XP. "Nós vamos atingir essa marca fazendo planejamento financeiro para os nossos clientes. Os grandes bancos não fazem isso, especialmente para os clientes pequenos e médio", disse Maffra. Hoje a XP tem cerca de R$ 2 trilhões de ativos sob gestão.

Sobre as carteiras dos clientes, a expectativa é por uma migração dos investimentos isentos de imposto de renda, com liquidez diária e que acompanham a taxa de juros Selic para ativos que pagam imposto, de mais longo prazo e que seguem os índices de inflação. Segundo o presidente do Banco XP, José Berenguer, cerca de 90% dos novos recursos dos clientes ainda vão para a renda fixa e para ativos indexados ao CDI (o Certificado de Depósito Interfinanceiro, que segue de perto a Selic). "O caminho natural é o dinheiro caminhar para aplicações de mais longo prazo e indexados aos índices de inflação, como o IPCA [o Índice de Preços ao Consumidor Amplo]", afirma Berenguer.

Ainda sobre a composição das carteiras, os executivos da XP acreditam numa internacionalização cada vez maior. Segundo Maffra, os clientes da instituição possuem, em média, 7% do seu patrimônio em ativos fora do país, sendo que a recomendação é que eles tenham pelo menos 15% dos recursos em aplicações internacionais.

Os investimentos em outros países cresceram muito no Brasil nos últimos anos. Primeiro vieram as contas internacionais, que ficaram cada vez mais fáceis de serem abertas, em seguida foif a vez dos ativos internacionais em si. Os fundos de índices negociados em bolsa - os Exchange Traded Funds (ETFs) - merecem um capítulo à parte. Os precursores foram os ETFs de renda variável, como aqueles que replicam os índices de ações americancos (S&P 500, Dow Jones e Nasdaq, por exemplo) e agora já existe uma leva de ETFs de renda fixa ou até de ativos mais estruturados.

Vale lembrar que os ETFs são uma forma muito mais simples e barata de se investir em vários ativos ao mesmo tempo. A diversificação agradece.

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