Alívio no petróleo e alerta de Galípolo para Selic derrubam Ibovespa

Alívio no petróleo e alerta de Galípolo para Selic derrubam Ibovespa

Alívio no petróleo e alerta de Galípolo para Selic derrubam Ibovespa

Sem o suporte das exportadoras diante da queda firme do petróleo no exterior, bolsa brasileira testou a região limite dos 174 mil pontos nesta sexta-feira (24)

O mercado doméstico viveu uma sessão de ajuste e cautela nesta sexta-feira (24). O Ibovespa operou no campo negativo do começo ao fim do dia, consolidando 1,5% de queda no fechamento e testando a região limite dos 174 mil pontos.

O tom defensivo do mercado local foi chancelado pelas declarações mais duras do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que indicou juros altos por mais tempo, enquanto as bolsas no exterior reagem ao recuo firme nas cotações do petróleo.

- O principal índice da B3 caiu 1,5%, para os 174.042 pontos. No câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, negociado a R$ 5,0809.

No cenário internacional, o destaque foi a forte realização nos preços do petróleo. Depois de ultrapassar a marca de US$ 100 na véspera em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, a commodity caiu quase 4% nesta sexta, cotado a US$ 97 o barril.

O recuo do petróleo pesou diretamente sobre os papéis das grandes exportadoras, com Petrobras (PETR4) caindo 1,7%.

Por aqui, em evento na Expert XP, Galípolo ligou o sinal de alerta ao afirmar que a recente desancoragem das expectativas inflacionárias traz uma "preocupação adicional".

O comandante do BC enfatizou que o cenário exige manter a taxa de juros em patamar restritivo por um período mais prolongado, ressaltando que a autoridade monetária não reagirá a dados isolados e que uma economia aquecida potencializa os riscos de efeitos de segunda ordem vindos de choques de oferta.

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