
Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turnos; veja números
Presidente mantém vantagem sobre o senador do PL nas simulações eleitorais, enquanto avaliação do governo segue estável
Por Valor — São Paulo
Atualizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2026 em um cenário de primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24). O petista aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%.
Na comparação com o levantamento de junho, Lula oscilou de 41% para 40%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Flávio Bolsonaro passou de 31% para 32%.
Na sequência aparecem o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 4% (ante 3% em junho), o fundador do partido Missão, Renan Santos, com 3%, e o ex-governador Romeu Zema (Novo), que avançou de 2% para 3%.
O psiquiatra Augusto Cury (Avante) manteve 2%, enquanto Samara Martins (UP) caiu de 2% para 1%. Os demais pré-candidatos registraram 1% ou menos. Brancos e nulos somam 8% e os indecisos, 3%.
Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece à frente dos principais adversários. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 48% das intenções de voto, ante 43% do senador. Em junho, o placar era de 47% a 43%.
O levantamento também mostra Lula com 47% contra 40% de Ronaldo Caiado e com 48% diante de 40% de Romeu Zema, resultados considerados estáveis em relação à pesquisa anterior.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula manteve 30% das citações e Flávio Bolsonaro permaneceu com 17%, repetindo os percentuais de junho.
Rejeição
O Datafolha também questionou os entrevistados sobre os candidatos nos quais eles não votariam de jeito nenhum.
Flávio continua liderando numericamente nesse quesito, com 48%, enquanto Lula aparece a seguir, com 46%. Na rodada anterior, os percentuais de ambos eram iguais. Os demais pré-candidatos têm rejeição igual ou inferior a 13%.
O novo levantamento começou a ouvir os eleitores no dia em que entrou em vigor o novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A pré-campanha do PT tentou explorar o "Tariflávio", acusando a família do senador de se aliar ao presidente Donald Trump para trabalhar contra o Brasil. Flávio, por sua vez, culpou a falta de diálogo do governo federal.
A pesquisa também estava nas ruas quando o ministro André Mendonça, do STF, deu aval para a Polícia Federal investigar o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia para a qual Flávio pediu dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do extinto Master.
Além disso, o presidenciável sofreu críticas após um discurso questionando o sistema eleitoral brasileiro, rebatido inclusive por atores da direita.
Na quinta (23), Flávio e Michelle Bolsonaro reconciliaram-se, depois de quase um mês da briga tornada pública pela ex-primeira-dama, que se disse desrespeitada e maltratada pelo enteado.
Os gestos de reaproximação ocorreram no final da tarde, antecedendo a convenção nacional do PL. O ato, neste sábado (25), formalizará a pré-candidatura de Flávio, ainda sem vice definido e sem a garantia de apoio de partidos aliados.
A pesquisa de julho também é a primeira do instituto desde o início das convenções partidárias, no dia 20 e que podem ser realizadas até 5 de agosto.
Os eventos são uma exigência da legislação eleitoral para oficializar as candidaturas, que depois devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Até agora, o único presidenciável oficializado em convenção é Renan Santos do Missão.
Avaliação e aprovação do governo
A avaliação do governo Lula ficou estável em julho, com maioria de ruim ou péssimo (38%), mesmo percentual de junho. A percepção de que o governo está ótimo ou bom também manteve os 32% do mês passado.
Apenas a opção regular oscilou de 29% para 28%. Uma fatia de 1% respondeu que não sabe avaliar.
Já quando o instituto pergunta se o eleitor aprova ou desaprova o trabalho de Lula, a resposta positiva agora aparece numericamente à frente, mas o cenário ainda é de empate técnico.
A aprovação oscilou de 48%, em junho, para 49%, e a desaprovação oscilou de 49% para 48%. Uma parcela de 3% não respondeu.
Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico.