
Mais longevidade, mais planejamento: seguro amplia foco na proteção em vida
Segundo Patrícia Freitas, CEO da Prudential, 92% dos benefícios pagos pela seguradora hoje vão para os próprios clientes, e não para seus beneficiários; cobertura para doenças graves cresce acima do mercado
O envelhecimento da população brasileira e a necessidade de administrar riscos ao longo da vida estão transformando o papel do seguro dentro do planejamento financeiro. A avaliação é de Patrícia Freitas, CEO da Prudential do Brasil Seguros, durante painel na Expert XP nesta sexta-feira (24).
Segundo a executiva, embora o seguro de vida ainda seja associado principalmente à morte, a maior parte das indenizações hoje é paga aos próprios segurados. Na Prudential, 92% dos benefícios desembolsados atualmente são utilizados em vida, principalmente em coberturas como doenças graves, cirurgias, invalidez e perda de renda.
"Precisamos falar sobre a morte, porque ela vai acontecer um dia. Mas o seguro hoje se aplica à vida", afirmou.
Para Patrícia, a mudança acompanha um cenário de maior longevidade da população. Ela lembrou que, ao completar 60 anos, um brasileiro ainda tem, em média, mais de duas décadas de expectativa de vida, o que amplia a necessidade de planejamento para lidar com imprevistos e preservar o patrimônio acumulado.
A executiva destacou que a procura por coberturas para doenças graves vem crescendo acima da média do mercado. Enquanto o segmento de seguros de vida avançou cerca de 10% no primeiro semestre, esse tipo de proteção registrou crescimento de 21%, embora ainda tenha baixa penetração entre os brasileiros.
Além da proteção em vida, Patrícia defendeu que o seguro seja tratado como instrumento de gestão de risco e planejamento sucessório. Segundo ela, ativos financeiros podem ficar bloqueados durante anos em um inventário, comprometendo a renda dos herdeiros justamente quando a família mais precisa de recursos.
Na avaliação da CEO da Prudential, o desafio agora é incorporar definitivamente o seguro às conversas sobre planejamento financeiro. "O seguro não deve ser vendido como um produto. Ele é mais um instrumento para proteger o patrimônio e conhecer as necessidades do cliente e da família", afirmou.