Seguro deixa de ser ‘plano B’ e passa a integrar o planejamento financeiro

Seguro deixa de ser ‘plano B’ e passa a integrar o planejamento financeiro

Seguro deixa de ser ‘plano B’ e passa a integrar o planejamento financeiro

Especialistas defendem que investir e proteger o patrimônio são decisões que devem caminhar juntas ao longo da vida

A proteção financeira deve ocupar um espaço tão importante quanto os investimentos na construção de patrimônio das famílias brasileiras. Essa foi a principal mensagem dos presidentes da Icatu Seguros, Luciano Soares, e da MetLife Brasil, Breno Gomes, durante painel na Expert XP nesta sexta-feira (24).

Segundo Soares, ainda há um amplo espaço para expansão do seguro de vida no país. Hoje, o segmento representa cerca de 18% do mercado brasileiro de seguros, percentual muito inferior ao observado em mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde a participação gira em torno de 50%.

Na avaliação do executivo, o principal desafio não é apenas renda, mas conscientização. "Não existe planejamento financeiro completo se a gente não discutir proteção", afirmou. Para ele, a demanda existe em todas as faixas de renda, desde coberturas mais básicas, como auxílio-funeral, até soluções voltadas para sucessão patrimonial.

Soares destacou que o mercado evoluiu nos últimos anos ao ampliar as coberturas além da morte, incorporando proteção para doenças graves, invalidez e perda de renda. Na visão dele, essas mudanças reforçam o valor do seguro durante a vida e facilitam sua inclusão nas conversas entre assessores financeiros e clientes.

Breno Gomes reforçou que a necessidade de proteção acompanha as diferentes etapas da construção de patrimônio. Segundo ele, quem ainda está acumulando riqueza costuma precisar de uma cobertura maior, justamente para evitar que imprevistos comprometam o patrimônio em formação.

O presidente da MetLife também defendeu produtos mais flexíveis, capazes de acompanhar as mudanças na vida do cliente sem exigir a contratação de um novo seguro a cada fase. Para Gomes, ampliar o acesso à proteção representa não apenas uma oportunidade de negócios para assessores e seguradoras, mas também um avanço na educação financeira dos brasileiros.

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