
Tesouro Direto: taxas recuam após estresse e acompanham alívio no petróleo e nos juros
Com rumores de negociações entre EUA e Irã e tombo do petróleo no exterior, curva de juros apaga a alta da véspera, quando o retorno dos prefixados voltaram a se aproximar de 15% ao ano
Depois do forte estresse que marcou o mercado na véspera, o Tesouro Direto operou em ritmo de alívio nesta sexta-feira (24). As taxas dos títulos públicos recuaram de forma generalizada, acompanhando o alívio nos juros futuros no Brasil e a queda nos rendimentos das Treasuries nos Estados Unidos.
Como estão os rendimentos hoje
Com o fechamento parcial das taxas, os papéis prefixados e os títulos indexados à inflação (IPCA+) cederam em relação aos picos de ontem, embora continuem oferecendo retornos altos em termos históricos. Confira:
Títulos prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,53% ao ano (ante 14,72% ontem);
- Tesouro Prefixado 2032: 14,84% ao ano (ante 14,95% ontem);
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,87% ao ano (ante 14,94% ontem).
Títulos atrelados à inflação (IPCA+)
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,31% ao ano (ante IPCA + 8,39% ontem);
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 8,02% ao ano (ante IPCA + 8,05% ontem);
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,70% ao ano (ante IPCA + 7,71% ontem);
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,67% ao ano.
O movimento das taxas hoje foi impulsionado pelo recuo de quase 4% nos preços do petróleo após notícias de que Estados Unidos e Irã podem explorar vias diplomáticas para negociar um cessar-fogo no Oriente Médio.
O clima mais ameno no exterior apagou grande parte da alta registrada ontem, quando o barril do Brent ultrapassou os US$ 100 e gerou um choque de aversão ao risco global.
Essa melhora de percepção se sobrepôs até mesmo às falas mais duras do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reiterou na Expert XP que o ciclo de cortes da Selic é um processo de "calibração" e que a taxa básica continuará restritiva por um período prolongado.
Com a trégua nos mercados, o mercado de opções do Copom voltou a apontar 70% de chances para um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de agosto.