Com Lula e Alckmin, PT oficializa Haddad ao governo de SP e nacionaliza disputa

Com Lula e Alckmin, PT oficializa Haddad ao governo de SP e nacionaliza disputa

Com Lula e Alckmin, PT oficializa Haddad ao governo de SP e nacionaliza disputa

Ex-ministro da Fazenda terá o ex-ministro e ex-governador Márcio França como vice e apoio de sete partidos: PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e Psol; coligação deve render cerca de 30% do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão

Por Cristiane Agostine, Valor — Campinas (SP)

Atualizado

O PT de São Paulo oficializou neste sábado (25) a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad ao governo paulista, durante a convenção estadual do partido, em Campinas (SP).

Com a presença do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o evento ganhou um caráter nacional, com críticas ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), ao bolsonarismo e ao tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump a produtos brasileiros. Nos discursos, foi reforçado o mote “Lula lá e Haddad aqui”, vinculando a disputa estadual à presidencial.

Nos discursos feitos por Haddad e aliados na convenção, foram reforçadas também críticas à gestão do governador e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário do petista. A privatização da Sabesp, as concessões na área de transportes, de linhas de trens e do metrô, e problemas na área de segurança, como o feminicídio, crime organizado e roubo de celulares, foram alvos de críticas e reclamações durante o evento partidário.

A candidatura de Haddad terá uma chapa com três ex-candidatos à Presidência e um ex-governador. Na vice, está o ex-ministro e ex-governador Márcio França (PSB). Na disputa pelo Senado, estão as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que, assim como o petista, já disputaram a Presidência. Ex-ministro da Fazenda, Haddad terá o apoio de sete partidos: PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e Psol. A coligação deve render ao petista cerca de 30% do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Ao discursar, Haddad comparou a disputa em São Paulo à eleição presidencial de 2022, quando Lula derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL), e criticou o bolsonarista. “Chegou a hora de fazer o mesmo trabalho no Estado de São Paulo”, disse.

O petista ironizou a busca de apoio de Tarcísio e de Flávio em relação ao presidente da Argentina, Javier Milei, que participa neste sábado da convenção nacional do PL, na capital paulista, ao lado do governador de São Paulo e do presidenciável do PL. O candidato do PT criticou ainda os ataques feitos por Flávio Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro, e disse que aliados do senador estão discutindo “até se mulher tem direito a votar ou não”.

Ex-ministro da Fazenda do governo Lula, o petista fez um balanço de ações na economia e afirmou que o Estado tem crescido abaixo da média nacional. “Crescemos um quarto do que cresce o país.”. Haddad fez comparações também de ações do governo federal com as do governo estadual nas áreas de educação e segurança para criticar a administração de Tarcísio, e questionou a forma como foi conduzida a privatização da Sabesp e a concessão de linhas de trem e metrô em São Paulo.

← Finance & Crypto